18 mar

Coronavírus tem 12,7 milhões de tuítes no país desde quinta (12), e base pró-Bolsonaro perde metade do espaço na rede

Discussão sobre a pandemia deixou de orbitar a partir do contexto internacional e do uso de piadas, com preocupação crescente com os danos — econômicos, sociais e políticos — para o país

Atualizado em 18 de março, 2020 às 11:46 am

Cada vez mais complexa, discussão sobre a pandemia deixou de orbitar a partir do contexto internacional e do uso de piadas, com preocupação crescente com os danos — econômicos, sociais e políticos — para o país. Eixo de apoio a Bolsonaro, que antes dos protestos reunia 12% das interações, caiu para 6,5% de participação.

A amplitude (e a urgência) da discussão
Desde o fim da última semana, expandiu-se nas redes sociais o debate sobre cuidados de higiene pessoal, defesa de medidas econômicas de proteção a populações vulneráveis, elogios a iniciativas do Ministério da Saúde e autoridades estaduais e de posturas emergenciais para o fechamento de espaços públicos, estabelecimentos comerciais e postos de trabalho;

Youtube e WhatsApp: teorias da conspiração
Vídeos apócrifos e que rejeitam a gravidade do coronavírus estão com pouco impacto nas redes sociais brasileiras, mas entre grupos de debate político no WhatsApp (e também pelo engajamento de parlamentares pró-governo) segue o compartilhamento de publicações que divulgam notícias falsas sobre curas, mortalidade e o alcance (e emergência) do problema.

De 12% a 6,5% foi a queda da participação do grupo de apoio ao presidente Bolsonaro no debate geral sobre o coronavírus no país, antes e depois dos protestos.

 

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