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04 abr

Governadores despontam como contraponto a Bolsonaro em debate nas redes durante crise do Covid-19

Atualizado em 7 de abril, 2020 às 11:44 am

  • O governador de São Paulo, João Doria, se destaca como ator mais mencionado no período analisado no Twitter, seguido por Wilson Witzel (RJ) e Ronaldo Caiado (GO);
  • Em grupos públicos de debate político no WhatsApp, aumento de críticas aos chefes estaduais coincide com o pronunciamento do presidente, no último dia 24;
  • Após o pronunciamento do dia 24, associação entre governadores e possíveis protestos de caminhoneiros tem aumento considerável;

A crise do COVID-19, declarada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 12 de março, e as reações conflitantes entre o governo brasileiro e as lideranças estaduais fizeram os governadores do país despontarem como principal contraponto político ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas últimas três semanas, foram diversos os momentos em que as diferenças entre a condução da resposta à crise ficaram evidentes ‒ sobretudo, após o pronunciamento de Jair Bolsonaro no dia 24 de março.

Segundo o levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP), menções aos governadores dos estados brasileiros totalizaram 4,52 milhões de postagens no Twitter, entre 12 de março e 2 de abril. O debate se concentra, principalmente, na postura em relação ao enfrentamento do COVID-19. Enquanto uma parte dos usuários reforça campanhas de alguns governos estaduais em favor do isolamento social durante a pandemia — como o apelo do governador paulista, João Dória (PSDB) —, outra parte critica a falta de alinhamento de governadores com a opinião do governo federal de se flexibilizar a quarentena por razões econômicas.

Durante o período analisado, o governador de São Paulo — protagonista de uma videoconferência espinhosa com o presidente da República na manhã de 25 de março —, consolidou-se como o mais citado no Twitter, com mais de 2,85 milhões de menções. Em seguida, aparecem os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com cerca de 775 mil menções, e de Goiás, Ronaldo Caiado, com 455 mil, que rompeu aliança com o presidente após diferenças de abordagem na resposta à crise.

Quatro das cinco hashtags mais usadas no Twitter, no período analisado, refletem essa controvérsia. As top 5 hashtags desse debate são #impeachmentdodoria, que aparece em 283,6 mil postagens (ou 6,2% do debate); #bolsonarotemrazao, em 158,1 mil postagens (ou 3,5%); #doriavaiquebrarsp, em 101,7 mil postagens (ou 2,2%); #luladoria ‒ referente a uma interação entre Lula e Dória no Twitter, no dia 2 de abril ‒, em 81,3 mil postagens (ou 1,8%); e #impeachmentdedoria, em 40,7 mil postagens (ou 0,9% do debate).

Onda de críticas aos governadores no WhatsApp

Observa-se um pico no volume de menções aos governadores entre os dias 25 e 26 de março, logo após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (24/03), no qual o presidente minimizou a gravidade da doença e criticou governadores no que se refere às medidas de restrições adotadas. A evolução do debate se manteve alta até o dia 30/03, data que antecedeu o pronunciamento seguinte do presidente, cujo teor foi considerado uma estratégia de recuo.

Predominantemente, o conteúdo que circulou nesse período focaliza os governadores João Dória, Wilson Witzel, Ronaldo Caiado, Ibaneis Rocha e Rui Costa. As mensagens, vídeos de Youtube e links mais compartilhados reforçam a narrativa de que haveria um golpe em curso contra o presidente e que este se daria em conluio com a China. Algumas postagens ainda citam a cumplicidade de outros atores políticos como Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

O argumento enfatiza que as medidas de confinamento adotadas em alguns estados destruiriam a economia, ensejando a derrubada do presidente. Outros conteúdos difamatórios sobre os governadores foram difundidos, a exemplo dos que alegam haver desvio no repasse das verbas feitos pelo governo federal. O governador João Dória foi o principal alvo de ataques dentro da amostra. 

Menções a caminhoneiros pressionaram governadores

A partir do dia 20 de março, foi identificada a circulação de textos-corrente que exaltavam o trabalho dos caminhoneiros durante a quarentena da maior parte da população e cobravam para que houvesse a suspensão das tarifas de pedágio durante esse período. A partir do dia 24, iniciou-se a circulação de conteúdos sobre os impactos de uma possível paralisação de caminhoneiros e a necessidade de classificar borracharias, oficinas e restaurantes como serviços essenciais.

A partir de 26 de março, as menções à possível paralisação aumentaram em quatro vezes e se associaram fortemente a menções com os governadores dos estados. Os conteúdos desse período noticiam supostos impedimentos à circulação de caminhões nas rodovias estaduais e reúnem ameaças a governadores que insistirem no endurecimento do isolamento.