20 mar

FGV DAPP foi destaque nos principais veículos da mídia a partir do monitoramento da opinião pública online sobre coronavírus em tempo real

De memes a menções à práticas de higiene e cobranças ao Governo, veja a evolução da temática nas redes sociais

Atualizado em 6 de abril, 2020 às 10:19 am

Ainda no fim da semana passada, levantamentos da FGV DAPP mostraram que memes e piadas representavam a maior parte do debate sobre coronavírus nas redes sociais brasileiras, 34% das menções eram irônicas ou bem-humoradas, contra 10% de postagens preocupadas, como mostrou a Folha. 

O cenário das redes só mudou após o surto ter se transformado em pandemia, nesta semana, e também com o aumento de casos dentro do Brasil. A falta de atitudes enérgicas pelo Governo federal foi destacada pelas redes que elogiaram atitudes de governantes do mundo. O diretor da DAPP Marco Aurelio Ruediger explicou na BBC: “Foi uma sucessão de notícias que fez as pessoas se atentarem de vez para a gravidade do problema. Afetou também a ação dos governadores, que começaram a tomar a iniciativa de combate, e as notícias de que pessoas na comitiva presidencial estavam com coronavírus”. 

Ruediger também falou em entrevista exclusiva para o Estadão sobre o quanto a crise provocada pela pandemia influencia a política brasileira: “O coronavírus vai impedir a proximidade necessária para discussão de temas importantes, como a liberação de parcelas do Orçamento na crise”. 

Neste momento, informações relacionadas a práticas de higiene cresceram 8 vezes, foram 1,2 milhão de publicações no Twitter que, reunidas a elogios a ações do Ministério da Saúde, formaram a nova pauta das redes sobre o coronavírus, como destacou o Jornal O Globo. Os tuítes sobre o tema, que inclui principalmente incentivo ao uso do álcool gel (34%) e recomendações para lavar as mãos regularmente (29%), passaram de apenas 23,8 mil, no dia 11 de março, para 210,1 mil menções diárias na segunda-feira, 16. 

Segundo o monitoramento da última quarta (18), de 12,5 milhões de postagens no Twitter, o eixo de apoio a Bolsonaro, que antes dos protestos reunia 12% das interações, caiu para 6,5% de participação. Foram identificados 370 mil tuítes entre 18h de quarta (18) e 2h de quinta (19) associados aos “panelaços” mobilizados tanto por críticos quanto por apoiadores do presidente, como destacaram a BBC e O Antagonista. Já o Poder 360, além dessas questões, falou sobre o compartilhamento de publicações que divulgam notícias falsas sobre curas, mortalidade e o alcance do problema no WhatsAPP — dados do mesmo levantamento. 

Ao vivo, na CNN, o diretor Ruediger falou novamente sobre a reação nas redes:“O tema é de urgência absoluta na sociedade. O adoecimento de várias pessoas do entorno do presidente e sua demora em reconhecer a crise levou atores de direita e de centro, não só os de oposição, a levantarem suas vozes nas redes sociais para alertar a população dos seus estados, como fizeram os governadores João Doria e Wilson Witzel, por exemplo”, analisou. 

A insatisfação com o Governo teve mais menções no “panelaço virtual” representado por batalha de hashtags durante a noite da última quarta (18), como mostraram dados levantados pela DAPP. As hashtags contra o presidente geraram 220,5 mil tuítes, enquanto as menções pró-Bolsonaro acumularam 152,4 mil posts, como citou o podcast Papo de política do G1.

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