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Em semana de sabatinas, grupo de apoio a Lula soma mais de 64% dos perfis no Twitter

Atualizado em 1 de setembro, 2022 às 12:23 pm

  • Grupo de apoio ao ex-presidente celebra o desempenho do petista na entrevista ao Jornal Nacional da Rede Globo, com destaque para declarações sobre economia;
  • Menção a vídeo com ironia por morte por sufocamento alavanca saúde como principal tema associado a Bolsonaro;
  • Ciro Gomes teve baixo volume de menções, mas majoritariamente positivas. Enquanto apoiadores declaram voto, críticos apontam inconsistências e dificuldade de execução de suas propostas;
  • Enquanto apoiadores elogiam o desempenho dos candidatos, fazendo declarações de voto, críticos apontam inconsistência e mentiras nas respostas;
  • Apresentadores do telejornal são acusados de parcialidade por grupo ligado a Bolsonaro;

A entrevista concedida pelos principais presidenciáveis ao Jornal Nacional se destacou no debate das eleições de 2022. É o que mostra o levantamento da Escola de Comunicação, Mídia e Informação (FGV ECMI) que identificou 11,89 milhões de menções ao debate eleitoral entre os dias 22 e 26 de agosto. Foram avaliadas as menções associadas ao presidenciáveis Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Lula, que estão nas primeiras colocações nas pesquisas eleitorais.

O debate relacionado à saúde, corrupção e economia tiveram destaque nas menções aos presidenciáveis, especialmente a repercussão de declarações feitas pelos candidatos e “checagem” das informações, empreendidas pelos próprios usuários, através de vídeos e imagens que confirmam ou negam as respostas dos candidatos. As críticas à condução dos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos também repercutiram, especialmente entre perfis de direita, que acusam o telejornal de tratar os convidados de modo diferente.

 

Presidenciáveis

 

Mapa de interações de menções a presidenciáveis no debate sobre eleições no Twitter
Período: de 22 a 25 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV DAPP

Esquerda ‒ 64,0% dos perfis | 41,7% das interações
Grupo formado por políticos, influenciadores e jornalistas de esquerda, com grande destaque para @LulaOficial. Lula apresentou uma capilarização majoritária importante, incluindo pontos de contato significativos com a chamada terceira via no que diz respeito a posicionamentos em comum contra Jair Bolsonaro. Mensagens com maior destaque se concentraram em apontar as “inverdades” ditas por Bolsonaro e o “mau” desempenho atribuído ao candidato na entrevista. Excertos da entrevista com Lula, compartilhados pelo perfil oficial do presidenciável, contribuíram para aumentar o alcance de sua base de apoio, assim como o anúncio do influenciador Felipe Neto em destinar seu voto ao petista. Além disso, o pedido de Bolsonaro para o TSE proibir veiculação de vídeo em que imitava pacientes de Covid-19 com falta de ar, repercutido desde a menção ao vivo ao episódio no JN, foi mobilizado pela base de esquerda no discurso contra o presidente.

Direita ‒ 24,4% dos perfis | 48,7% das interações
Grupo formado por influenciadores, políticos, jornalistas de direita, que apoiam o presidente @jairbolsonaro. Os conteúdos em que o presidente Jair Bolsonaro fala sobre a entrevista de modo irônico e agradece a cantora Anitta por divulgar uma imagem do que estava escrito na mão do presidente durante a entrevista do JN tem destaque na plataforma. Os apoiadores do presidenciável também criticaram William Bonner e Renata Vasconcelos pela condução da entrevista, afirmando que o presidente não pode falar, foi tratado de forma agressiva e comparando com a entrevista feita ao presidenciável Ciro Gomes no dia seguinte. O grupo também criticou o TSE, afirmando que Bolsonaro sofre “perseguição” judicial e compartilhando um vídeo em que o presidente exalta as Forças Armadas, que foi retirado do perfil de Bolsonaro a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Terceira via ‒ 5,1% dos perfis | 8,3% das interações
Grupo composto por jornalistas, influenciadores e artistas que apoiam o presidenciável @cirogomes. O grupo exalta as qualidades de Ciro Gomes e afirma que ele é o candidato mais preparado para ser presidente. Eles ainda declaram voto no candidato e lamentam a possibilidade do projeto econômico apresentado por Ciro na entrevista não ser posto em prática. O grupo ainda compara o presidenciável pedetista a Bolsonaro e Lula, dizendo que ambos já tiveram sua chance e não tem propostas para o país.

 

Principais tuítes dos grupos no mapa de interações
Período: de 22 a 25 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV DAPP

 

Menções aos presidenciáveis no Twitter
Período: 22 a 26 de agosto

 

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • Com um pico ainda durante a entrevista, as menções a Jair Bolsonaro foram, majoritariamente, negativas, mobilizando sentimentos de aversão ao candidato, principalmente, relacionados à condução da pandemia de Covid-19. Nas horas seguintes, as críticas aos entrevistadores ascenderam, indicando uma mobilização da base governista para atestar o despreparo dos jornalistas. As menções a Bolsonaro voltaram a crescer durante a entrevista de Lula, com comparações que explicitam uma suposta superioridade do petista.
  • Foram poucas as postagens sobre Ciro Gomes, mesmo durante a sua entrevista, momento no qual mais foram detectadas menções ao candidato. O teor positivo destas menções prevaleceu, com elogios aos argumentos e ao preparo de Ciro, indicando que ele seria ideal para representar a terceira via. No entanto, logo após a entrevista, as menções ao candidato voltaram a cair, representando uma parcela ínfima do debate mais geral sobre os presidenciáveis.
  • Quando comparados os momentos de pico das menções a Lula, Ciro e Bolsonaro, o petista se destaca, com cerca de 61% mais menções do que o candidato à reeleição. Em tais postagens, prevalecem manifestações de apoio a Lula, elogios à sua oratória e comentários que expressam ansiedade para que o petista volte a governar o país. Ainda assim, o debate foi disputado pela base governista, que utilizou hashtags como #LADRAONOJN e #Bonnertchutchucadoladrao.

 

Jair Bolsonaro no Jornal Nacional

 

Associação entre o presidente Bolsonaro e temas citados na entrevista do Jornal Nacional
Período: 22 e 23 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • Na saúde, prevaleceram críticas a Bolsonaro por ter desrespeitado vítimas e familiares, ao imitar uma pessoa com falta de ar. As críticas se intensificaram após Bolsonaro negar o feito na entrevista, o que gerou um compartilhamento em massa do vídeo que comprova a ação. A hashtag #BolsonaroMentiroso e o termo “nojento” circularam neste debate;
    As críticas também foram protagonistas em economia, com publicações que afirmam que Bolsonaro teria mentido em suas falas sobre o PIX e sobre o auxílio emergencial. Algumas pessoas tratam de Bolsonaro em tom irônico, alegando que o candidato não seria capaz de se responsabilizar pelos problemas econômicos do país;
  • Por outro lado, apoiadores de Bolsonaro movimentaram a discussão sobre corrupção, compartilhando amplamente um tweet de Eduardo Bolsonaro, que justifica a relação próxima entre o presidente e o “centrão”. A narrativa indica que Bolsonaro precisou se aliar a este grupo para conseguir governar. Críticas ao presidente, associadas ao debate sobre segurança, também se fazem presentes, ironizando as suas falas sobre uma suposta interferência na PF e sobre não existir corrupção no seu governo;
  • Repercute ainda as tensões entre o presidente e as instituições públicas do judiciário, sobretudo após Bolsonaro negar ter xingado ministros do STF. O diálogo gerou comentários críticos a Bolsonaro, alegando que ele teria sido desmentido em rede nacional. As ameaças à democracia apareceram de modo bem mais lateral no debate.
  • A fala de Bolsonaro sobre a constante troca de ministros da educação também repercutiu amplamente, ainda que de modo mais disperso e disputado. Por um lado, há uma associação entre a condução da pasta e escândalos de corrupção, de modo crítico ao governo. Por outro, apoiadores do presidente corroboram sua fala ao JN, afirmando que Bolsonaro não poderia ter previsto os problemas na pasta;
  • As supostas mentiras de Bolsonaro também foram o centro da discussão sobre meio ambiente, com destaque para as hashtags #MentirosoNoJN e #BolsonaroMentiroso.

 

Nuvem de palavras das menções a Bolsonaro no debate eleitoral no Twitter
Período: 22 e 23 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • O termo “Mentiroso no JN” foi preponderante nas menções ao Presidente Bolsonaro e atravessou os diversos temas sobre os quais ele foi questionado. As falas contraditórias sobre renegar e, depois, abraçar o “centrão” como suporte político foi um dos pontos levantados;
  • Ainda foram ressaltadas inconsistências do candidato ao ter negado o fato de ter imitado pessoas com falta de ar, ter prejudicado a aquisição de vacinas, negado que Manaus ficou 9 dias sem oxigênio, além de ter minimizado a ocorrência de casos de corrupção e retrocessos ambientais sob seu governo;
  • Foram mencionados também a negação aos ataques ao STF e a fala do presidente afirmando que criou o PIX. A fala de Bolsonaro sobre fake news atribuída a Bonner, em relação aos ataques do presidente aos ministros do STF, foi apropriada de maneira irônica pelos usuários ao longo da entrevista;
  • O termo “Desmentindo Bolsonaro” foi evocado com frequência para contrapor as respostas do candidato na entrevista a declarações anteriores que sinalizam as contradições de seu discurso, inclusive com vídeos de suas declarações sobre o Covid-19 e a vacinação;
  • No grupo de apoiadores de Bolsonaro, a leitura geral foi de que a ida do candidato ao Jornal Nacional simbolizou uma afronta à emissora que teria uma perspectiva enviesada sobre a gestão do presidente. Foi recorrente o argumento de que o candidato realizaria uma “Globociata”, em referência às motociatas de apoio ao seu governo, e que “humilharia” a emissora com “verdades”. O grupo ainda celebrou a participação do presidente, dizendo que só com a presença dele que aguentaria assistir a programação da Rede Globo e apontando que, mesmo com a falta de profissionalismo dos entrevistadores, Bolsonaro seria vitorioso no primeiro turno das eleições;

Ciro Gomes no Jornal Nacional

 

Associação entre Ciro Gomes e temas citados na entrevista do Jornal Nacional
Período: 23 e 24 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • As discussões sobre economia são preponderantes no debate sobre Ciro Gomes, com comentários acerca de algumas das propostas explicitadas pelo candidato durante a entrevista. O tom de apoio a Ciro é protagonista, mas também foram mapeadas críticas que indicam que o presidenciável poderia ter utilizado termos mais acessíveis ao eleitorado;
    A pauta de segurança também se destaca entre as menções ao candidato, através de comparações feitas entre Ciro e os presidenciáveis Lula e Bolsonaro, caracterizados, respectivamente, como “ladrão” e “genocida”. Assim, a narrativa que se destaca aponta que, enquanto Lula e Bolsonaro seriam criminosos, Ciro se configura como um candidato mais honesto;
  • Já o tema meio ambiente repercutiu a partir de referências à campanha de Ciro, que indica, metaforicamente, que “a barragem irá estourar”, na medida em que o candidato conseguir atingir o eleitorado. Críticas à política ambiental do presidenciável também foram mapeadas;
  • A mesma retórica de segurança se mantém no debate sobre corrupção, com elogios e defesas que indicam que Ciro não é corrupto como outros candidatos. A hashtag #PrefiroCiro e a expressão “Meu candidato é ficha limpa” repercutiram amplamente. O tom elogioso se mantém nas discussões sobre educação, que comparam a oratória de Ciro a de Bolsonaro, indicando que o pedetista teria muito à contribuir com a pasta;
  • As críticas feitas por Ciro, durante a entrevista, ao posicionamento do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19 movimentaram as discussões sobre saúde, mantendo o teor majoritariamente positivo das menções sobre o candidato do PDT.

 

Nuvem de palavras das menções a Ciro Gomes no debate eleitoral no Twitter
Período: 23 e 24 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

Ciro motivou diferentes leituras sobre sua participação no Jornal Nacional. Destacaram-se a conquista de votos por parte de usuários convencidos pelas propostas do candidato, críticas ao que seria um plano de governo irreal e comparações com a entrevista de Jair Bolsonaro, por parte de perfis alinhados ao presidente – desde um suposto tom mais ameno por parte dos entrevistadores até a diferença discrepante de audiência das entrevistas.
Expressão “Tigrão com Bolsonaro, tchutchuca com Ciro” viralizou em perfis de direita ao apontar diferença de tom dos entrevistadores com os presidenciáveis. Enquanto a sabatina com Bolsonaro teria sido um “ataque” com questões capciosas, a entrevista com Ciro teria assumido um caráter propositivo e amistoso, o que seria, segundo perfis bolsonaristas, estratégia da “Globolixo”, como se referem à emissora, para prejudicar a reeleição de seu candidato.
A frase “Bonner esqueceu a arrogância”, viralizada ao ser compartilhada pela base bolsonarista, também sinaliza uma diferença de tom nas entrevistas: enquanto William Bonner teria sido arrogante e debochado com Bolsonaro, teria adotado uma abordagem amistosa com Ciro. Expressão “tomar remédio” também apareceu com frequência, sugerindo que Bonner “tomou remédio” e que, por isso, não “tremeu” como teria feito na entrevista com Bolsonaro.
Base cirista viralizou termo “problema de Ciro” ao apontar motivos irônicos pelos quais ele ainda não teria sido eleito e não está à frente das pesquisas de intenção de voto. “Candidato mais preparado” também circulou entre apoiadores do presidenciável.
Outros usuários se apropriaram da expressão “problema de Ciro” e aventaram razões que explicariam o distanciamento entre Ciro e seus principais concorrentes, como a polarização política no país, uma popularidade insuficiente e a dificuldade de explicar seu plano de governo e principais propostas ao público geral.

 

Lula no Jornal Nacional

 

Associação entre Lula e temas citados na entrevista do Jornal Nacional
Período: 25 e 26 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • Em economia, há uma certa fragmentação temática, com o predomínio de duas narrativas: comentários positivos acerca da perspectiva de Lula sobre o agronegócio; e críticas à bancada do JN pela escolha das perguntas, deixando de lado temas relevantes, como endividamento e desemprego. Ambas as discussões indicam, em sua maioria, apoio ao presidenciável;
  • Por outro lado, a base antipetista apareceu mais no debate sobre segurança, com críticas às falas de Lula sobre corrupção e comentários que o chamam de “bandido” e “ladrão”. Já a fala de Lula sobre a suposta interferência de Bolsonaro na PF foi mobilizada por seus apoiadores, indicando que o petista teria tratado de um tema-chave, irritando, com isso, o senador Flávio Bolsonaro;
  • O tom crítico a Lula é majoritário nos comentários que afirmam que o ex-presidente teria admitido, durante a entrevista, a existência de corrupção em seu governo. A narrativa acionada relembrou diferentes escândalos, como o Mensalão e o Petrolão, além de utilizar amplamente termos como “Luladrão”. Em instituições públicas, a retórica se manteve, com críticas ao judiciário brasileiro pela anulação das condenações de Lula;
  • As falas de Lula sobre o agronegócio e sobre o MST também movimentaram o debate sobre meio ambiente, com comentários elogiosos ao presidenciável. Destacam-se críticas a Renata Vasconcellos por alegar que meio ambiente e agronegócio caminham juntos;
  • Questões referentes à educação apareceram de modo similar no debate, com comentários positivos e afetuosos, que alegam que os investimentos do governo Lula na pasta mudaram a vida de várias pessoas. A saúde apareceu de modo bem mais lateral, com destaque a críticas à bancada do JN por não ter questionado o candidato sobre questões referentes à pandemia de Covid-19.

 

Nuvem de palavras das menções a Lula no debate eleitoral no Twitter
Período: 25 e 26 de agosto

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV ECMI

 

  • O teor geral dos comentários a respeito da entrevista do Lula no JN foi elogioso, com destaque para o que seria uma postura respeitosa em relação à entrevistadora Renata Vasconcelos, a desenvoltura do candidato para responder a perguntas sobre corrupção e avaliação do governo Bolsonaro;
  • O termo “bobo da corte”, dirigido por Lula a Bolsonaro, foi mobilizado com frequência por usuários críticos ao presidente. A fala de Lula foi lida como um ataque direto e sintético a Bolsonaro, constituindo um dos pontos altos do debate dentro dos circuitos de esquerda;
  • Os termos “votar no Lula”, “voto em Lula” adquiriram relevância especialmente a partir de conteúdos de declaração de voto ao presidente e elogios à postura combativa de Lula com relação a Bolsonaro. Também se destacam comentários de usuários afirmando que iam votar em Ciro e Bolsonaro, mas mudaram sua escolha de voto;
  • O momento da entrevista em que Lula chama diz que Bolsonaro não manda em nada e é um bobo da corte ao falar sobre o orçamento secreto também teve ampla repercussão, especialmente entre apoiadores do ex-presidente petista. A fala do presidente sobre o orçamento secreto e o mensalão também foi utilizada por críticos, que afirmaram, em tom de vitória, que Lula admitiu que Bolsonaro não tem culpa e é refém do Congresso. O ex-presidente ainda foi elogiado pela sua resposta em relação ao governo Dilma;
  • A expressão “fake news” adquiriu relevância no debate a partir da afirmação de Vasconcelos sobre o MST invadir terras produtivas. Para Lula, isso seria uma inverdade, o que mobilizou tanto a base da esquerda quanto perfis bolsonaristas. O termo “mentiu descaradamente” apareceu em decorrência de comentário de Sérgio Moro antes da entrevista. Lula ainda foi criticado pela direita por dizer que o combate à corrupção causa desemprego;
  • No geral, a base de apoio bolsonarista apresentou uma capacidade de engajamento significativamente mais fraca em comparação à base petista e apoiadores de Lula durante a entrevista do candidato. Perfis de direita se articularam sobretudo em torno do argumento de que a entrevista foi uma “propaganda eleitoral”, o que teria destoado do clima de “ataque” na sabatina com Bolsonaro.