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08 jan

#DebateEnRedes: Susana Giménez falou sobre a pobreza e as opiniões sobre o assunto dividiram a conversa no Twitter

Por Celeste Gómez Wagner

Atualizado em 23 de janeiro, 2020 às 10:56 am

Se você tiver apenas alguns segundos, leia estas linhas:

  • A apresentadora disse que “as pessoas do norte, por exemplo, devem ser ensinadas a plantar, a ter galinhas no galinheiro”.
  • Nos 19.300 tuítes que foram compartilhados sobre este tema na Argentina, a hashtag mais utilizada foi “#elgallinerodesusana” (“O galinheiro de Susana”), promovida pelo canal C5N.
  • As duas mensagens mais retuitadas refletiram a divisão de opiniões: uma era a favor das afirmações e a outra contra. A primeira foi compartilhada por uma conta contrária ao Kirchnerismo e a segunda por uma que se define como peronista.

Na sexta-feira passada, as palavras da apresentadora de televisão Susana Giménez geraram uma controvérsia que repercutiu tanto na mídia quanto nas redes sociais. Em Punta del Este, em um evento organizado pela Venetian Luxury, a apresentadora foi consultada sobre o imposto ao dólar implementado pelo governo argentino e disse que o achava “um horror” e “uma loucura”. O ponto alto veio quando ela se referiu à pobreza. Ela pediu que eles “parassem de falar” sobre o assunto e que “se há muita pobreza, que as pessoas migrem para o campo”. Ela acrescentou: “Nós sempre fomos o celeiro do mundo. As pessoas do norte, por exemplo, devem ser ensinadas a plantar, a ter galinhas no galinheiro”.

Este assunto abriu o debate nas redes sociais. O Chequeado analisou – por meio da ferramenta Trendsmap – a conversa que foi gerada entre as 8h do dia 5 de janeiro de 2020 e quarta-feira, dia 8, no mesmo horário. Foram registrados 19.300 tuítes no país que compartilharam sua opinião.

Entre as hashtags mais usadas para marcar a conversa, destacou-se “#elgallinerodesusana” (“O galinheiro de Susana”). Ela foi incluída em 25,1% das mensagens e promovida pelo canal C5N. A mensagem mais citada (retuitada com comentários) e mais respondida foi publicada por Juan Amorín, um jornalista desse veículo de comunicação. Da mesma forma, o pico de interações foi registrado às 21h30 da segunda-feira, 6 de janeiro; quando estava sendo apresentado o programa Minuto Uno que promoveu a hashtag acima mencionada.

Interações no Twitter sobre as declarações de Susana Giménez

Fonte: Elaboração própria com base nos dados obtidos através do Trendsmap sobre as interações geradas no Twitter a partir das palavras de Susana Giménez sobre a pobreza; de 5 de janeiro às 8h até 8 de janeiro, no mesmo horário. Apenas os tuítes compartilhados na Argentina são contabilizados.

As hashtags mais usadas foram “#susanagimenez” (7,2%) e “#investigguenladeudam” (“Investiguem a dívida M”, com 7%). Quanto a esta última hashtag, vale lembrar que a apresentadora expressou publicamente seu apoio ao governo anterior de Mauricio Macri. É por isso que houve tuítes que usaram as palavras da apresentadora para criticar a gestão do macrismo (por exemplo, veja aqui).

As duas mensagens mais retuitadas ilustram graficamente como esta questão se polarizou entre aqueles que apoiavam as palavras da apresentadora e aqueles que eram contra. Por um lado, o tuíte mais compartilhado no período analisado foi publicado pelo usuário Martin Fierro (@martinfierro70), que também foi a conta mais ativa (em menções, retuítes e respostas). A conta está ativa desde 2013, é seguida por 3.585 usuários e opõe-se ao kirchnerismo (por exemplo, a hashtag que mais usou nos seus últimos 3 mil tuítes foi “#novuelvenmas” [“não voltem mais”]). Desta vez, ele compartilhou o vídeo da entrevista com Susana e se mostrou a favor das suas palavras: “Diga se não concorda com tudo o que disse. Se concorda, dê RT para que possamos saber”. A mensagem teve 1.900 retuítes e 2.500 curtidas.

Por outro lado, a segunda mensagem mais compartilhada foi publicada por Gabriel Soglio (@gabrielsoglio), conta que seguiu a anterior no ranking das mais ativas no Twitter sobre o tema. O usuário tem 20.900 seguidores (aumentou 8 mil no último ano), registra atividade desde 2015, e se define como peronista (por exemplo, a hashtag que mais usou nos seus últimos 3 mil tuítes publicados foi “#saliendodelcaosmacrista” [“Saindo do caos macrista”]). Ele compartilhou uma imagem da apresentadora em primeiro plano sem maquiagem e de maneira irônica disse: “Não compartilhem esta imagem que certamente não deve agradar a Su [Susana]. Não compartilhem, vão fazê-la se sentir mal”. A mensagem teve 1.026 compartilhamentos e foi salva 957 vezes.

No ranking das mensagens mais compartilhadas, o tuíte da usuária @MarceOzz, que também se define como Peronista, ficou em terceiro lugar. O perfil tem 34.300 seguidores e está ativo desde 2010. O perfil compartilhou uma foto do carro Mercedes Benz que a apresentadora comprou no final dos anos 80 e que foi objeto de um processo judicial por rede de contrabando. “Susana e os galinheiros. Um clássico”, disse a usuária, e teve 927 compartilhamentos. Esta mesma imagem também foi compartilhada em outros tuítes (por exemplo, veja aqui e aqui).

Este último tópico também foi o foco da conversa. Por exemplo, a Ministra de Governo de Buenos Aires Teresa Garcia publicou em sua conta do Twitter que “o que as pessoas precisam aprender é a não evadir impostos, não esconder carros que são patenteados como ‘para deficientes físicos’“. Também se referiu a outras acusações de evasão fiscal protagonizadas pela apresentadora. Daniel Arroyo, Ministro do Desenvolvimento Social, também se referiu a este assunto. Consultado na Rádio La Red, ele disse que acredita que “a produção de alimentos é uma das melhores saídas para pobreza”, e que na Argentina até mesmo os trabalhadores são pobres.

Do círculo mais próximo de Giménez, seu irmão Patricio saiu para apoiá-la e disse em uma entrevista telefônica no programa Intratables: “Há um montão de terras que poderiam ser comunitárias. As praças poderiam ter maçãs, laranjas, para que as crianças nos semáforos possam comer”. As suas palavras continuaram o debate na internet até hoje, tanto a favor como contra.

*A Sala de Democracia Digital é uma ação da FGV DAPP, em parceria com Chequeado, na Argentina, Linterna Verde, na Colômbia e Ojo Público, no Peru. Nós monitoramos o debate público nas redes sociais pela América Latina.

A análise original está disponível no site do Chequeado aqui.