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28 nov

#DebateEnRedes: O tuíte no qual Iván Duque lamenta a morte do jovem atingido por um projétil da polícia foi o mais respondido da Argentina

Por Celeste Gómez Wagner e Mariela García

Atualizado em 30 de dezembro, 2019 às 12:35 pm

Se você tiver apenas alguns segundos, leia estas linhas:

  • No dia 21 de novembro, ocorreu na Colômbia um “panelaço” que gerou múltiplas interações no Twitter.
  • Alcira Argumedo e Agustín Laje, com posições notadamente diferentes, foram as duas contas argentinas mais retuitadas
  • RT en Español, teleSURtv e C5N foram as contas de meios de comunicação com mais interações no país.

Na última quinta-feira, 21 de novembro, foi realizada uma greve nacional na Colômbia com manifestações e panelaços contra as reformas trabalhistas e previdenciárias que o governo do presidente Iván Duque quer implementar. A partir desse dia, os protestos se multiplicaram nos cinco dias seguintes e ainda continuam. A Colômbia junta-se assim aos conflitos políticos e sociais que ocorrem em outros países sul-americanos, como a Bolívia e o Chile.

Até sexta-feira, 22 de novembro, o Governo da Colômbia havia relatado a morte de três pessoas. Mas a repressão policial do último sábado em Bogotá por parte do esquadrão móvel de choque (Escuadrón Móvil Antidisturbios, ESMAD) levou ao assassinato de Dilan Cruz, um jovem de 18 anos que levou um disparo de gás lacrimogêneo na cabeça e que, devido à gravidade de seus ferimentos, morreu na terça-feira.

O Chequeado estudou a atividade do Twitter na Argentina relacionada com este tema de 21 de novembro à meia noite, até quarta-feira, 27 de novembro às 14h00. Durante este período foram publicadas 53.800 mensagens no país e o auge das interações foi na quinta-feira das 21h às 22h, quando, em diferentes cidades colombianas, os cidadãos se manifestavam contra Duque com o “primeiro panelaço” que ocorreu no país e foi organizado a partir das redes sociais.

Segundo o site colombiano Linterna Verde, “a ideia de realizar um protesto em casa começou em Cali como uma rejeição ao anúncio do toque de recolher” e “se difundiu no Twitter, e rapidamente se espalhou em plataformas como Whatsapp e Facebook”. As redes sociais “desempenharam um papel fundamental” tanto no chamado à greve nacional quanto no “panelaço” após o primeiro dia de protesto, conclui a nota.

Atividade no Twitter na Argentina sobre os protestos na Colômbia

Os dados referem-se à atividade no Twitter entre a meia-noite de 21 de novembro de 2019 e as 14h00 de 27 de novembro de 2019. Os números mostram a quantidade de tuítes na Argentina por hora.
Fonte: Elaborado pelo Chequeado a partir da busca de palavras-chave no Trendsmap

Como em outros casos observados por este meio de comunicação, a discussão na Argentina mostrou posições polarizadas entre diferentes grupos. Isso ficou evidente com as duas mensagens mais retuitadas.

A primeira foi de Alcira Argumedo (@alciraargumedo), ex-deputada nacional do Proyecto Sur (Projeto Sul) e pesquisadora do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), que em 26 de novembro lamentou a morte do jovem de 18 anos como resultado da repressão. Ela compartilhou um vídeo do momento em que Cruz foi atingido pelo projétil do ESMAD e, entre outras coisas, considerou “muito grave que as Forças Armadas latino-americanas atirem para matar jovens e a população por se manifestarem”.

A segunda mensagem com mais RT foi de Agustín Laje (@agustinlaje), presidente da Fundación Libre. Em 22 de novembro, ele divulgou o vídeo de um ataque de manifestantes a um policial e disse: “Esta é uma desestabilização política para a qual as massas ignorantes contribuem e são usadas como marionetes. Tal como no Chile. Mas cuidado, na Colômbia as pessoas de bem sabem como se defender e têm os meios para fazer isso”.

Os dados são oriundos do Trendsmap, que rastreia as mensagens mais populares não só pelo número de vezes que elas foram compartilhadas, mas também por outras variáveis, tais como o número de seguidores da conta que as publicou.

Um tuíte de Diego Ciafardini (@eltanomdp86), que se define como um “ricotero [seguidor da banda argentina Redonditos de Ricota] e kirchnerista” em seu perfil e que tem 14.482 seguidores, subiu para o terceiro lugar. Em 22 de novembro, ele compartilhou uma foto de um policial “do fascista Duque” que “atira a menos de um metro de distância de uma pessoa desarmada”.

Uma mensagem da RT en Español (@ActualidadRT) – “o primeiro canal de televisão russo em espanhol com alcance mundial”, como definido na sua conta – ficou em quarto lugar no ranking das mensagens mais compartilhadas. A conta publicou um vídeo de um soldado que aparentemente cometeu suicídio, diz ele, depois de ser “pressionado pelos seus superiores a ser julgado como ‘extremista de esquerda dissociador’“ por apoiar a greve nacional na Colômbia (ver também aqui e aqui).

Quase 5.500 mensagens incluíram a hashtag #21NSomosTodos (“Somos todos 21 de novembro”), que caracterizou o primeiro dia de protesto na Colômbia, seguida por #ParoNacional (“Greve nacional”, com 9,8%), #Colômbia (8,8%), #ElParoSigue (“A greve continua”, com 6,5%), #23NParoNacional (“23 de novembro, greve nacional”, com 6,5%). Além disso, #ColombiaDespierta (“Colômbia desperta”, formato relacionado com os protestos no Chile) esteve presente em 5,8% dos tuítes. A hashtag #DilanNoMurioADilanLoMataron (“Dilan não morreu, Dilan foi morto”), que se tornou um trending topic na Argentina no dia 26 de novembro à tarde, ficou em sétimo lugar com 4,4% das mensagens.

As três palavras mais repetidas nas mensagens do Twitter foram “colômbia” (35%), “duque” (17%) e “greve” (16%). O termo “Esmad” (esquadrão de choque colombiano que atirou em Cruz) foi usado em 9% dos tuítes.

Por outro lado, as três mensagens mais respondidas foram feitas pela conta oficial do presidente colombiano. A primeira foi o tuíte no qual ele lamentou a morte de Dilan. A segunda, de 23 de Novembro, anunciava o início da investigação dos ferimentos que o jovem recebeu. A terceira foi um tuíte de 22 de novembro, no qual ele comunicou a aplicação do toque de recolher em Bogotá.

Tuíte: Lamentamos profundamente a morte do jovem Dilan Cruz. Expressamos as nossas sinceras condolências à sua mãe, ao seu avô e às suas irmãs. Reitero a minha solidariedade para com esta família.

A quarta mensagem que gerou mais respostas foi da jornalista Claudia Gurisatti (@CGurisattiNTN24), que marcou Duque na mensagem e disse: “Veja a experiência do Chile: quanto mais Piñera cedeu, mais incendiaram o país. Vândalos e políticos incendiários querem chantageá-lo não para resolver injustiças, mas para ter poder, apesar de terem perdido as eleições. Outros vão pela politicagem.”

Por último, as contas mais ativas, ou seja, aquelas que tiveram mais menções, respostas e retuítes somados na Argentina sobre os protestos na Colômbia foram as já mencionadas RT en Español e Diego Ciafardini, seguidas por TeleSURtv (@telesurtv, canal de informação para a América Latina localizado em Caracas) e pelo canal de notícias C5N (@C5N).

*A Sala de Democracia Digital é uma ação da FGV DAPP, em parceria com Chequeado, na Argentina, Linterna Verde, na Colômbia e Ojo Público, no Peru. Nós monitoramos o debate público nas redes sociais pela América Latina.

A análise original está disponível no site do Chequeado aqui.