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09 dez

#DebateEnRedes: A discussão sobre a transmissão ou não do inquérito de Cristina Fernandez de Kirchner tornou-se popular no Twitter

Por Celeste Gómez Wagner e Mariela García

Atualizado em 23 de janeiro, 2020 às 12:32 pm

Se você tiver apenas alguns segundos, leia estas linhas:

  • O tuíte em que a vice-presidente eleita compartilhou o vídeo completo de sua declaração foi o mais compartilhado e respondido.
  • A conversa no Twitter foi polarizada com as hashtags “#CFKCorrupta” (11,7%) e “#QueremosVerACristina” (10,7%).
  • Duas das mensagens mais retuitadas foram postadas por contas que estão entre as 5 mais influentes no Twitter dentre as próximas ao governo.

Na última segunda-feira, a vice-presidente eleita pela Frente de Todos, Cristina Fernández de Kirchner, foi a Comodoro Py para dar o seu testemunho no Tribunal Oral Federal 2. Ela é acusada de ter participado de irregularidades na alocação de obras rodoviárias públicas em Santa Cruz durante o seu mandato como presidente. Suspeita-se que ela possa ter liderado uma associação ilícita com o objetivo de direcionar contratos para as empresas de Lázaro Báez.

Fernández de Kirchner disse que a auditoria das obras públicas não revelou “deficiências construtivas significativas”, que tudo isso fazia parte de um “plano concebido” pelo governo de Mauricio Macri e descreveu o julgamento como “lawfare”, ou seja, utilizando instrumentos legais para gerar o seu repúdio. “Não é o que está no arquivo, não são as provas documentais, é a construção midiática que pouco tem a ver com o direito ou com os fatos”, disse.

O Chequeado analisou – via Trendsmap – a conversa no Twitter a partir das 8h de segunda-feira, 2 de dezembro, até 48 horas depois. Durante esse período, 458.700 tuítes foram compartilhados sobre esse assunto na Argentina.

O pico das mensagens foi às 23h15 de segunda-feira, 2 de dezembro. O tuíte mais influente no período (por número de seguidores da conta) foi o do deputado nacional da Frente para la Victoria (Frente para a Vitória) Daniel Filmus, que estava no canal de notícias C5N falando sobre a declaração de Fernández de Kirchner.

Interações sobre o inquérito de CFK

Gráfico de elaboração própria baseado em dados obtidos via Trendsmap sobre as interações no Twitter sobre o inquérito de Cristina Fernández de Kirchner na segunda-feira, 2 de dezembro às 8h da manhã até 48 horas depois.

As duas hashtags que se destacaram mostraram a polarização da conversa entre “#CFKcorrupta” (11,7%) e “#QueremosVerACristina” (10,7%). As palavras mais usadas nos tuítes foram “Cristina” (33%), “CFK” (18%), “declaração” (11%), “juízes” (11%), “Kirchner” (10%) e “Alberto” (7%). “Macri” não apareceu nas 30 palavras mais usadas.

A transmissão ou não do inquérito ao vivo foi um tema de debate anterior. A defesa de Fernández de Kirchner insistiu que deveria ser transmitido, mas os juízes não autorizaram. No entanto, Crónica TV e C5N cobriram uma parte da declaração e, a partir de suas contas nas redes, Fernández de Kirchner a compartilhou horas após terminar a declaração.

“Isso é o que eles não queriam que você soubesse. Isso é o que eles não queriam que você visse ou ouvisse”, escreveu em seu Twitter, e foi a mensagem mais compartilhada e respondida. Recebeu 12.731 retuítes, 26.551 curtidas e 3 mil respostas.

Tuíte: Isso é o que eles não queriam que você soubesse.
Isso é o que eles não queriam que você visse ou ouvisse …

Para citar ou responder a esse tuíte, as hashtags mais utilizadas foram “#FuerzaCristina” (“Força Cristina”, com 3,8%) e “#QueremosVerACristina” (3,5%).

A segunda mensagem mais compartilhada foi publicada pelo governador eleito de Buenos Aires pela Frente de Todos, Axel Kicillof. No tuíte, ele denunciou que o líder do seu espaço político “foi acusado e difamado”, criticou o fato de que a transmissão não foi permitida e condenou: “Não é justiça, é perseguição”. Kicillof usou a hashtag “#QueremosVerACristina”, teve mais de seis compartilhamentos, e a mensagem foi salva 20 mil vezes.

As próximas mensagens mais retuitadas foram de @Lautiroman1995 e @atlanticsurff, duas contas que se destacam entre as mais influentes do Twitter dentre as próximas ao Governo (veja aqui). Lautaro Lorenzo compartilhou a parte da declaração na qual a ex-presidente disse que não responderia a perguntas. Ele escreveu: “Prepotência, vadiagem e cinismo explícito” e obteve 4.849 retuítes.

O usuário @atlanticsurff compartilhou um trecho de uma entrevista com Alberto Fernández no programa “Plan M”, apresentado pelo jornalista Maximiliano Montenegro (Canal 26, 2016). No tuíte, ele acusa o presidente eleito de ter mudado sua posição sobre a relação entre Fernández de Kirchner e Lázaro Báez. “Estamos nas mãos de uma máfia, meu Deus”, disse ele. No entanto, o Chequeado confirmou que este vídeo circulou “com a ordem de várias frases editada e alterada de modo a distorcer o significado”.

A mensagem mais citada (retuitada com comentários) foi publicada pelo ex-diretor da Vialidad Nacional, ex-ministro da Energia e denunciante da causa, Javier Iguacel (@JavierJiguacel). O também eleito prefeito do município de Capitán Sarmiento em Buenos Aires discutiu com o Deputado Nacional pela Unidad Ciudadana (Unidade Cidadã), Rodolfo Tailhade (@rodotailhade), que o acusou de ser quem “instaurou este infame processo penal contra @CFKArgentina” e por ter falsificado gastos.

Iguacel respondeu apelando à sua “honestidade”. Em outra de suas mensagens, ele acrescentou: “Eu não tenho nada a esconder, não entrei na política para ficar rico ou para viver do estado, muito pelo contrário. Inventaram causas como a que você menciona para nos confundir e nos fazer acreditar que somos todos iguais”. Tailhade disse: “Você não é um trabalhador, você é um mercenário”, e acrescentou: “Você armou a causa contra a CFK e vai ser responsabilizado por isso”.

*A Sala de Democracia Digital é uma ação da FGV DAPP, em parceria com Chequeado, na Argentina, Linterna Verde, na Colômbia e Ojo Público, no Peru. Nós monitoramos o debate público nas redes sociais pela América Latina.

A análise original está disponível no site do Chequeado aqui