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06 mar

Coronavírus: duas desinformações sobre Marcelo Tinelli e Federico Bal se tornaram virais

Por Ariel Riera e Celeste Gómez Wagner

Atualizado em 10 de março, 2020 às 3:10 pm

Se você tiver apenas alguns segundos, leia estas linhas:

  • No Twitter, duas contas falsas afirmaram que ambos tinham contraído o vírus. O tema motivou mais de 6 mil mensagens na rede.
  • Os famosos desmentiram a desinformação em suas contas oficiais no Twitter, embora a mensagem mais compartilhada tenha apontado para a tendência, sem esclarecer a notícia falsa.
  • O link mais popular foi compartilhado por uma conta falsa que fingia ser do “Infobae”.

Esta semana, o ministro da Saúde, Ginés González García, confirmou o primeiro caso de Coronavírus na Argentina, e a notícia acendeu o debate dentro e fora das redes sociais. No momento já existem dois casos* confirmados no país, conforme corroborado ao Chequeado pela imprensa do Ministério. Até ontem às 13h, foram confirmados 119 casos e nove mortes nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Juntamente com o surto, há outra questão que se tenta combater: a desinformação. Devido à quantidade de mitos e mentiras que circulavam sobre o Coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) falou de “infodemia” e esclareceu várias informações imprecisas sobre a doença (ver aqui).

Ontem, por exemplo, foram tendência no Twitter duas hashtags que davam apoio ao apresentador e produtor Marcelo Tinelli e ao ator Federico Bal por supostamente terem contraído o vírus, algo que foi negado por eles. O Chequeado comprovou – via Trendsmap – que de 3 de março às 8h até hoje no mesmo horário, 6.500 mensagens sobre este assunto foram compartilhadas na Argentina.

A desinformação veio de contas falsas com o nome de Federico Bal e Marcelo Tinelli. Uma está disponível; a outra está suspensa. O tuíte mais compartilhado foi publicado pela conta @porquetendencia, que tem 267.400 seguidores e se caracteriza por explicar a razão pela qual uma certa hashtag é viral. Teve 628 compartilhamentos e quase 8 mil “curtidas”.

A conta que foi registrada como a mais influente (por comentários, menções e retuítes) tem 180.316 seguidores e atividade desde janeiro de 2018. O usuário é um youtuber de conteúdo humorístico que tem mais de 40 milhões de visualizações em seu canal. Ele compartilhou inúmeras mensagens sobre este assunto no Twitter com a informação falsa.

Alguns meios de comunicação publicaram notas sobre esta desinformação. O caso que teve maior repercussão foi o do canal TN, que, embora no título do artigo se referisse à falsidade do conteúdo, foi criticado por Marcelo Tinelli ao desmentir o boato, acusando a central de notícias de dar “crédito” a uma “fake news do Twitter”. A nota do TN não está mais disponível. Outros meios de comunicação, como o Minuto Neuquén, publicaram notícias sem negar a desinformação.

Além disso, de acordo com o Trendsmap, o link mais popular foi compartilhado por uma conta falsa (atualmente suspensa) com o nome do portal de notícias “Infobae”, que apontava a falsa doença do apresentador como uma notícia de última hora.

Assim como Tinelli, Federico Bal também usou seu Twitter para esclarecer o que aconteceu. Ele apontou: “em uma rede social, qualquer pessoa irresponsável diz tudo e muitos meios, também de forma irresponsável, dão como verdade”. “Os autores disfarçaram isso com humor, mas se há dor, não é humor.” Em ambos os casos, o número de retuítes obtido pelas negações (112 e 96, respectivamente) foi menor do que a mensagem mais compartilhada.

Vale notar que cada vez que uma mensagem é compartilhada, ela é amplificada. Além disso, um estudo realizado em 2018 por três pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos Estados Unidos analisou a atividade do Twitter e concluiu que os conteúdos verificados como falsos foram divulgados mais rapidamente do que os verdadeiros. Aqui, foi registrado que 82% das mensagens analisadas foram retuítes e que a palavra mais repetida foi “Coronavírus” (apareceu em 57% dos tuítes).

Para evitar que os usuários encontrem publicações desinformativas na busca de informações sobre o assunto, o Facebook e o Twitter concordaram com organizações internacionais de saúde que, quando um usuário busca “Coronavírus” nessas plataformas, a primeira mensagem deve redirecionar à OMS.

Por sua vez, o Ministério da Saúde disse ao Chequeado que, em casos como este, as redes são monitoradas para detectar se existe um boato surgindo e desativá-lo no momento em que publicam uma notícia ou em que seus funcionários fazem uma declaração pública.

Para evitar a propagação do Coronavírus, a OMS e o Estado Argentino recomendam: evitar o contato direto com pessoas com doenças respiratórias; cobrir o nariz e a boca com a dobra do cotovelo ao tossir; manter a higiene frequente das mãos, especialmente antes de ingerir alimentos e bebidas, e após o contato com superfícies em áreas públicas.

*A Sala de Democracia Digital é uma ação da FGV DAPP, em parceria com Chequeado, na Argentina, Linterna Verde, na Colômbia e Ojo Público, no Peru. Nós monitoramos o debate público nas redes sociais pela América Latina.

A análise original está disponível no site do Chequeado aqui.