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21 mar

Base pró-Bolsonaro se mobiliza em defesa do filho do presidente em tensão diplomática com a China no Twitter

Debate gerou 1,7 milhões de tuítes em menos de dois dias

Atualizado em 23 de março, 2020 às 3:09 pm

No epicentro do cada vez mais amplo debate sobre o coronavírus no Brasil, a base de apoio a Jair Bolsonaro, que vem perdendo progressivo espaço na discussão geral sobre a pandemia, voltou a se organizar no Twitter para defender o deputado federal Eduardo Bolsonaro e as críticas feitas pelo parlamentar à China — e respondidas pela embaixada chinesa no país.

Sob esse movimento de apoio a Eduardo — e de agregação de outros setores da sociedade em condenação ao filho de Bolsonaro —, o debate gerou 1,7 milhão de postagens no Twitter entre as 18h de quarta (18) e as 13h desta sexta (20), segundo coleta da Diretoria de Análise de Políticas Públicas.

Dados gerais da análise

No total do período analisado, a hashtag #víruschinês, alcunha para o coronavírus usada regularmente por Donald Trump, aparece em 198 mil tuítes — volume não alcançado esta semana por nenhuma hashtag pró-Bolsonaro articulada para os “panelaços” em apoio ao governo.

A base bolsonarista engajou-se de forma muito ativa para defender o parlamentar na discussão, chegando a 36% das interações da análise. Porém, desde o começo da semana, quando se intensifica no Brasil a discussão geral sobre o coronavírus, grupos pró-governo não respondem por mais de 15% das interações totais e, nesta quinta (19), reuniram somente 8% das mais de 5 milhões de postagens sobre o coronavírus no Brasil.

A palavra “bananinha”, usada pelo vice-presidente Hamilton Mourão para explicar o impacto negativo da postagem de Eduardo (em função da “carga semântica” do sobrenome Bolsonaro), aparece em 43 mil tuítes, incluída a hashtag irônica #eduardobananinha.

O foco central do debate entre os perfis de apoio ao governo é a rejeição ao comunismo como vetor responsável pela propagação mundial da pandemia: menções ao regime somam 170 mil tuítes (10% do total), e 8% (132 mil tuítes) usam o radical “culpa” (culpado, culpados, culpar etc.) para criticar a postura dos chineses durante o início da epidemia.

 

Ato I — Eduardo Bolsonaro e Chernobyl

A postagem de Eduardo que desencadeou a situação diplomática aconteceu na manhã de quarta (18), quando o deputado federal comparou a pandemia do coronavírus com o desastre na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, na União Soviética.

A partir dessa comparação, usada para criticar suposta omissão do governo chinês ao divulgar informações sobre o avanço da doença, perfis da direita alinhada ao governo iniciaram fluxo de debate crítico ao comunismo, identificado como adversário responsável pela expansão internacional do problema.

Até então, manteve-se esse debate restrito aos núcleos de influenciadores pró-governo federal, que também divulgam postagens de impacto no Twitter, de mote conspiratório, sobre os “interesses” da China com a pandemia — econômicos, militares, estratégicos e sociais.

Ato II — A resposta oficial da China

Porém, com a resposta da conta oficial da Embaixada da China no Brasil e do embaixador Yang Wanming, por volta das 22h de quarta, iniciou-se rápida organização de grupos de oposição, da direita à esquerda, em repúdio ao comentário do parlamentar. Nesse momento, houve o primeiro pico de engajamento sobre o assunto no Twitter, com média superior a 1,4 mil tuítes por minuto.

Ao longo do fim da noite de quarta e da manhã de quinta-feira (19), autoridades, atores políticos e influenciadores do espectro político continuaram a se posicionar e a mobilizar impacto — sobretudo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, principal influenciador político dentre os grupos que manifestaram repúdio à nota no Twitter.

Ato III — A reação da base de apoio a Eduardo

Na manhã de quinta, entretanto, após a rápida repercussão negativa em relação a Eduardo Bolsonaro, a esfera de influência digital da base pró-governo rapidamente voltou-se às redes para defendê-lo e reiterar as críticas feitas aos chineses. Quase todos os principais influenciadores do eixo alinhado a Olavo de Carvalho fizeram postagens pela manhã, assim como blogueiros alinhados a Bolsonaro e parlamentares da direita. Movimento semelhante, mas de menor fôlego, foi visto à esquerda, a partir de mensagens feita pela ex-presidente Dilma Rousseff.

O novo movimento de apoio a Eduardo Bolsonaro, cujo ápice se estende das 09h às 15h de sexta, chegou ao pico por volta das 14h30m (1,7 mil tuítes por minuto) com compartilhamentos de múltiplos atores pró-governo com mensagens acusatórias à China e que enfatizam imagem “ditatorial” e “opressora” do regime político do país. Também fazem elogios aos Estados Unidos e criticam figuras políticas (como Maia) por prontamente manifestar apoio aos chineses.

O último pico de interações sobre o assunto ocorre a partir das 21h desta quinta e reflete a polarização no engajamento associado ao tema — desta vez, porém, com foco maior no chanceler Ernesto Araújo, outro a se mobilizar para defender Eduardo Bolsonaro, e em interações a partir de artigos e notícias da imprensa profissional.