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31 jan

Apoio a Arthur Lira predomina nas redes sociais; base de Baleia Rossi mobiliza tema da vacinação

Atualizado em 1 de fevereiro, 2021 às 11:10 am

  • Base de oposição à candidatura de Lira se pauta pela crítica ao governo federal, mas não apresenta coordenação e engajamento consistentes;
  • Debate sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados domina engajamento em relação à disputa no Senado;
  • Base parlamentar em apoio a Baleia Rossi apresenta maior coesão em relação à importância da vacinação; aliados de Lira se dividem entre grupo crítico e parlamentares que celebraram avanços no desenvolvimento da vacina.

As eleições para as Presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ‒ com votação programada para 1º de fevereiro ‒ mobilizaram, entre 20 e 26 de janeiro, cerca de 203,6 mil postagens no Twitter, segundo levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP). Evolução do debate sobre as eleições no Congresso no Twitter.

Evolução das menções à eleição do Congresso no Twitter
Período: de 20 a 26 de janeiro

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV DAPP

 

O debate ganha força à medida que se aproxima o dia da votação, alcançando pico de menções ‒ com quase 29,9 mil menções ‒ , na tarde de segunda-feira (25), momento em que se intensifica a campanha para que a votação seja feita de forma aberta nos plenários. Principal indexador do debate, a hashtag #votosecretonao aparece em 10,9 mil tuítes ao longo de todo o período.

Além da abertura dos votos, outro tópico central no debate diz respeito ao alinhamento (ou dissenso) dos candidatos, principalmente, à Presidência da Câmara ‒ os deputados federais Baleia Rossi (MDB-SP) e Arthur Lira (PP-AL) ‒ com o governo federal. O debate sobre a disputa se pauta pelo impacto, bem como pelas chances, de reeleição de Jair Bolsonaro (sem partido) nas próximas eleições presidenciais, em 2022.

Mapa de interações sobre as eleições no Congresso no Twitter
Período: de 20 a 26 de janeiro

Fonte: Twitter | Elaboração: FGV DAPP

 

Azul ‒ 64,37% dos perfis | 74,97% das interações
Dominado por perfis de políticos conservadores, alinhados ao governo federal, grupo com maiores coesão e engajamento no debate faz campanha para Arthur Lira (PP-AL) ‒ cuja eleição asseguraria, segundo algumas postagens, o avanço de reformas importantes na Câmara dos Deputados ‒, ao mesmo tempo em que ataca seu principal adversário no pleito, Baleia Rossi (MDB-SP). Dentre as principais acusações contra Rossi, estão a alegação de que sua eleição daria continuidade à gestão do atual presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliada mal pelos perfis; e que a derrota do candidato significaria uma derrota de Maia e, por isso mesmo, uma vitória para o país. Perfis destacam, ainda, declarações recentes do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) a respeito de associações entre Rossi e Maia que poderiam comprometer a idoneidade da candidatura do peemedebista. Além disso, após a oficialização da adesão do PSL à candidatura de Lira, os perfis de lideranças políticas confiam contar com o apoio da maioria dos deputados na votação.

Amarelo ‒ 23,15% dos perfis | 19,37% das interações
Sem defender claramente Baleia Rossi para a Presidência da Câmara, grupo bastante heterogêneo ‒ que inclui canais da mídia tradicional, jornalistas e políticos de direita e de centro-direita ‒ se concentra em criticar o histórico político de Arthur Lira. Postagens alegam que Lira estaria alinhado com políticos favoráveis ao fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de supostamente já ter defendido imposto semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e de ter se declarado contrário ao Auxílio Emergencial durante a quarentena decorrente da pandemia do novo coronavírus. Teve forte repercussão nessa parte do debate, ainda, o comparecimento da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), investigada pelo assassinato do marido, em ato em apoio a Arthur Lira. Embora com perfis distintos e heterogêneos, o grupo amarelo apresenta posicionamentos que não o define claramente como oposição ao governo federal; mas, ao mesmo tempo, coloca em evidência perfis que destacam pautas centrais, como gastos do governo com alimentação, pedidos de impeachment e decisões do governo na condução do enfrentamento da Covid-19.

NO DEBATE SOBRE VACINA, BASE DE ROSSI É COESA; MAS APOIO A LIRA ENGAJA MAIS

Diante das urgências da pandemia e à medida que o futuro presidente da Câmara terá a incumbência de priorizar e articular a votação de projetos, a vacina contra a Covid-19 é uma pauta central de disputa entre os campos políticos. No período de 1º de junho de 2020 a 27 de janeiro de 2021 foram registradas 9,2 mil postagens de parlamentares que se engajaram sobre o tema no Facebook, acumulando um total de 33 milhões de interações.
A partir desta base, foram agrupadas postagens de parlamentares de acordo com a orientação de voto do partido na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. A base de apoio a Baleia Rossi se mostrou mais engajada em relação ao tema no Facebook com 5,1 mil publicações, enquanto a de Arthur Lira somou 3,3 mil. Em relação ao engajamento, no entanto, há uma esmagadora diferença favorável aos partidários de Arthur Lira, que somaram 21,6 milhões de interações, enquanto os parlamentares em partidos que apoiam Rossi acumularam somente 7,9 milhões.

No grupo dos partidos que manifestam apoio à candidatura de Baleia Rossi à Presidência da Câmara, destacam-se ‒ em termos de engajamento das suas postagens ‒ os perfis de Erika Kokay (PT-DF), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Ricardo Silva (PSB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Alencar Santana Braga (PT-SP). No período entre junho e outubro de 2020, as principais pautas cobradas pela base incluíam, sobretudo, a manutenção do Auxílio Emergencial para minimizar os efeitos da pandemia e a urgência tanto da aprovação de uma vacina contra a Covid-19 quanto de um planejamento do governo federal para a compra dos materiais necessários e para a imunização da população. No esforço de pressionar o governo brasileiro, postagens chegaram a fazer referência ao avanço desse planejamento em outros países. A partir de outubro de 2020, o debate passa a se concentrar, então, em apontar as supostas causas do atraso tanto da aprovação de uma vacina quanto do início da vacinação contra a Covid-19 ‒ como, por exemplo, atritos diplomáticos entre o Brasil e países que providenciariam os imunizantes e a priorização do governo federal no investimento de “tratamento precoce”, sem comprovação científica.

O conjunto de parlamentares dos partidos que apoiam a candidatura de Lira indica uma fissura entre dois grupos que apresentam comportamento e atividade muito distintos. O primeiro é formado por deputados que reagiram a notícias sobre o avanço de pesquisas sobre as vacinas e apontaram a importância da campanha de vacinação para a retomada da economia do país. O comportamento desse grupo, formado por parlamentares de partidos como PSD, PP e PL, em relação ao tema foi, em geral, discreto e reativo, com exceção de alguns deputados mais alinhados ao governo, como Delegado Éder Mauro (PSD-PA) e Capitão Derrite (PP-SP).

Já o segundo conjunto foi formado majoritariamente por parlamentares do PSL e, em menor medida, Republicanos, PSC e Avante. Esse apresentou atividade muito intensa e se organizou em torno de quatro grandes narrativas ao longo do período analisado. Entre junho e outubro, as publicações com mais engajamentos criticaram a manutenção do isolamento social, apontando como distante a possibilidade de uma campanha de vacinação. Ainda nesse período, o acordo firmado entre o governo federal, a universidade de Oxford e o laboratório Astrazeneca foi celebrado. O pico da semana de 19 de outubro ocorreu em meio ao debate sobre a obrigatoriedade sobre a vacinação, repercutindo um debate público entre Dória e Bolsonaro sobre o tema. As últimas semanas de dezembro registraram outro pico relevante com posts criticando a polêmica em torno da eficácia da vacina do Instituto Butantan. Por fim, em janeiro, destacam-se publicações que buscam gerar desconfiança sobre a eficácia e os efeitos da vacina do Instituto Butantan. Outro ponto relevante nas postagens desse período se refere às publicações que acusaram o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de fazer uso político da vacinação. O deputado federal e candidato à presidência da Câmara André Janones (Avante-MG) gerou expressivo engajamento – único dentre os candidatos à presidência com presença relevante no Facebook que pautou o debate sobre a vacina. A live do deputado falando sobre a vacina e o auxílio emergencial foi a postagem com maior número de interações.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O campo semântico que compõe as postagens no Facebook dos parlamentares que apoiam a candidatura de Lira está voltado ao governo federal e seus órgãos (ministério, anvisa), indicando um discurso de unificação e cooperação com o governo, sem, no entanto, recorrer com frequência ao nome de Bolsonaro – isto pode estar atrelada a uma estratégia dos parlamentares de não se associar tão diretamente à figura do presidente no que diz respeito ao tema.  Já o campo dos apoiadores do candidato Baleia Rossi recorre frequentemente ao nome do presidente, entretanto, revela uma estratégia contrária, de oposição e distanciamento, aparecendo termos mais negativos e diretos (contra, #forabolsonaro).

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, marcada por duas principais candidaturas de parlamentares da centro-direita, engajou todo o espectro ideológico nas redes, com evidente enfoque ao (des)alinhamento com o governo federal. No Twitter, destaca-se a atuação de perfis aliados ao governo federal em defesa de Lira, além disso, as estratégias tanto dos apoiadores de Baleia Rossi quanto de Arthur Lira se pautaram por ataques. Os apoiadores de Rossi criticaram o alinhamento “antidemocrático” de Lira e suas posturas contrárias ao Auxílio Emergencial; os perfis pró-Lira atacaram a gestão de Rodrigo Maia e um possível travamento de reformas importantes sob o comando de Rossi. No Facebook, os parlamentares e a agenda legislativa em torno de pautas de enfrentamento da Covid-19 apresentou forte atuação por parte da  base de apoio a Rossi, no entanto, a base de apoio a Lira exibiu engajamento significativamente superior.

Apesar dos apoios às candidaturas se pautarem pelo posicionamento dos parlamentares em relação ao governo federal, não se observa uma frente de oposição organizada e relevante em engajamento nas redes sociais analisadas. Esta desarticulação da oposição ao governo federal pode extrapolar os trâmites institucionais e trazer presságios para a arena eleitoral em 2022.