10 Feb

Sala de Democracia entra en una nueva fase colocando análisis en los principales vehículos en Brasil

Con encuestas sobre varios temas que se hicieron virales en Internet, FGV DAPP busca colaborar para la calificación del debate público en línea

Actualizado 21 de febrero, 2020 en 11:29 am

A Sala de Democracia Digital entrou em uma nova fase. O projeto #ObservaAL agora se volta para a América Latina e, com isso, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) amplia o monitoramento do debate público digital em busca de colaborar para o fortalecimento da democracia e combate à desinformação. 

Nesse primeiro mês do ano, os levantamentos foram destaque nos principais veículos de mídia do país. Confira alguns dos destaques:

Começando janeiro com o um balanço, levantamento da FGV DAPP feito para O Globo que mostrou que, em um ano de governo, os ministros publicaram um tuíte a cada 40 minutos e geraram 37,3 mil compartilhamentos por dia. O texto mostra que alguns dos perfis pessoais são mais populares que as próprias páginas dos ministérios, mesmo considerando que alguns dos ministros só entraram no Twitter após ocuparem o cargo. 

Já o Estadão mostrou que a família Bolsonaro ganhou 3,7 milhões de seguidores no Twitter em 2019. Além de políticos, a FGV DAPP monitora também outras figuras importantes como membros do Judiciário. Levantamento feito para o JOTA, Dias Toffoli foi o ministro do Supremo mais citado no Twitter em dezembro

Em parceria com a Revista Piauí, monitoramos continuamente os principais atores do governo Bolsonaro. Na edição de janeiro da revista, a análise foi feita a partir de dados de audiência dos cinquenta deputados e senadores com canais mais populares no YouTube no ano passado. O canal com maior audiência média no período foi o da cantora gospel Lauriete, deputada federal pelo PL-ES, mas os vídeos que garantiram a ela essa posição não tratam de política, são clipes de algumas de suas canções.Depois dela aparecem Kim Kataguiri (DEM-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), que já haviam feito suas campanhas eleitorais na rede e continuam usando ativamente para dialogar com seus apoiadores.

Também no Youtube, dados da Diretoria registraram que informações falsas somam milhares de visualizações, em estudo feito para o G1. A reportagem diz, ainda, que esses vídeos estão entre os principais conteúdos de grupos de política no WhatsApp no Brasil, o site é responsável por 142 mil dos 410 mil links compartilhados no aplicativo de mensagens. Para chegar a essa conclusão, a equipe da FGV DAPP analisou 409 grupos de WhatsApp por cerca de dois meses. 

Em entrevista à CBN, o coordenador de linguística da FGV DAPP, Lucas Calil, falou sobre deepfakes, conteúdos que manipulam vídeos que reproduzem a aparência, as expressões e até a voz de uma pessoa, em matéria sobre como a desinformação será o principal desafio das eleições deste ano no Brasil e nos EUA. “Eu acho que é algo que vai ser um componente a mais nesse ecossistema de desinformação nas eleições municipais e que vai gerar complicações até maiores do que seria em eleições nacionais porque vai ser mais difícil de se coibir a partir da pulverização dos municípios. Isso vai poder acontecer em todas as principais capitais do país, em todas as principais candidaturas e não vai ser concentrado em candidato ‘a’ ou ‘b’ de uma eleição nacional”, explicou Calil. 

A indicação do documentário brasileiro Democracia em Vertigem, de Petra Costa,ao Oscar de melhor documentário viralizou nas redes sociais, gerando avalanche de postagens, como mostra nota na coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O assunto recebeu quase 120 mil menções no Twitter e mais de 712 mil interações no Facebook em 1.200 links em português.

Outro destaque no debate nas redes sociais do mês de Janeiro foi o discurso do então secretário especial de Cultura, Roberto Alvim com referências ao nazismo, que repercutiu em meios nacionais e internacionais, como a Deutcshe Welle. No vídeo, Alvim faz claras referências a falas do antigo ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels. Análise para o Poder 360 e para o Jornal da Globo mostrou que quase todas as postagens criticavam a fala de Alvim. Já o levantamento da DAPP para o Valor ressaltou a repercussão internacional do caso e a coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, destacou que o vídeo recebeu 1,6 menções no Twitter até às 16 horas do dia em que foi postado. 

Houve, ainda, a repercussão sobre a proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública que mobilizou no Twitter mais de 300 mil menções em 24 horas, mas depois foi descartada pelo presidente Jair Bolsonaro. Esse debate ficou concentrado em grupos à direita e da base de apoio ao governo. 

No final do mês, as informações falsas afetaram também o noticiário sobre o Coronavírus, novo vírus que apareceu na China. Análise para o Jornal Nacional mostrou os casos de desinformação, como o conteúdo que vinculava a existência da doença com uma sopa de morcego, gerando comentários xenófobos. Nesse contexto, o Ministério da Saúde criou um selo para fake news, usado para divulgar quais publicações eram falsas.