01 Jun

En un domingo de protestas, el 81.5% de los perfiles involucrados en el debate político en Twitter criticaron a la derecha

Actualizado 4 de junio, 2020 en 10:57 am

  • Se registraron 6.5 millones de menciones relacionadas con la discusión política en la red social;
  • La oposición alcanzó la mayor proporción en el debate desde el comienzo de la pandemia de COVID-19;
  • Los partidarios del gobierno se retiraron nuevamente al 12% de los perfiles involucrados en la discusión.

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As manifestações políticas registradas no domingo (31) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, de um lado, e de críticos ao seu governo, de outro, motivaram 6,5 milhões de menções no Twitter, de acordo com levantamento da Diretoria de Análise de  Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP). Na ocasião, pela primeira vez desde o início da pandemia do novo coronavírus, o campo de oposição ao governo ultrapassou 80% dos perfis engajados no debate, o que representa 4 em cada 5 usuários que se manifestaram na rede no período analisado, sugerindo uma convergência inédita entre os críticos ao presidente, mesmo quando comparado às saídas dos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Já o grupo formado por perfis apoiadores voltou a recuar para 12% dos perfis, apesar do crescimento que vinha sendo observado ao longo dos últimos 10 dias.

Grupo amarelo ‒ 81% dos perfis (67% das  interações)
Absorvendo parte das interações de perfis sem alinhamento partidário, o grupo de base da oposição ao governo reuniu 81% dos perfis engajados no debate político na rede, como, por exemplo, o ativista negro @LeviKaique, o portal de entretenimento @POPTime, a blogueira @bicmuller e o influenciador digital @cinefilo_K. A base de oposição comemora o avanço dos protestos pró-democracia e pŕo-população negra sobre manifestações pró-governo. Repercutem, nesse debate, frases de ordem dos movimentos #blacklivesmatter e #vidasnegrasimportam.

Grupo azul ‒ 12% dos perfis (31% das interações)
Compondo um conjunto fortemente coeso, o grupo de base do governo concentrou 31% das interações em 12% dos perfis atuantes no debate político na rede ‒ dentre os quais, destacam-se o jornalista @allantercalivre, o influenciador digital @leandroruschel, o deputado federal @bolsonarosp (PSL-SP) e a ativista @_sarawinter. A base de apoio convergiu seus ataques às manifestações agitadas por grupos da oposição ‒ em especial, ao movimento identificado como Antifa. As acusações miraram desde um suposto extremismo dos protestos até a alegada hipocrisia dos manifestantes, que se aglomeravam a despeito das recomendações de isolamento social.

Grupo rosa ‒ 2% dos perfis (1% das interações)
Com participação tímida no debate político na rede, grupos sem alinhamento partidário estiveram focados em comentar os vários acontecimentos de grandes proporções ao redor do mundo, como os casos do novo coronavírus em diferentes países, os protestos pelo assassinato de George Floyd pela polícia americana, revelações conspiracionistas feitas por perfis da comunidade virtual Anonymous, além da rotina durante a quarentena.